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Comparando um político corrupto e um furadr de fila:
 
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Odair Bruzos

Todo domingo, às 18 horas, Odair Bruzos AO VIVO,
comentando assuntos da atualidade.
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Ouça o programa que foi ao ar em 16/10/2011, das 18 às 19 horas.

Para ouvir, você precisa ter o Windows Media Player instalado em seu computador.


 
100 Palavras - Edição de 15/10/2011 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Odair Bruzos   


Em quase toda cidade, partidários do político A publicam um “jornal” contra o político B, pintando este como o verdadeiro diabo.  Já os partidários de B publicam um “jornal” contra A, sendo este apresentado como pior do que Hitler.  Os partidários de outros políticos também fazem a mesma coisa.  Esses “jornais” são gratuitos, praticamente sem anunciantes, chegando a ter entrega domiciliar, em especial nos anos eleitorais.  Quase todos são completamente tendenciosos, quando não descaradamente mentirosos.  Esses “jornais”, além de representarem um desperdício ecológico, menosprezam a inteligência de seus leitores.  Será que esses políticos não fazem o mesmo com seus eleitores?
 
Saiu no Imprensa Livre - Edição de 04/06/2011 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Odair Bruzos   

COMO SERÁ?

 


“Há no céu e na terra, Horácio, bem mais coisas
Do que sonhou jamais vossa filosofia.” (SHAKESPEARE, Hamlet, Ato I)


A dúvida talvez seja o elemento mais tipicamente humano que existe.  De fato, as formigas parecem não fazer perguntas; os cachorros aparentemente não questionam o sentido da vida, simplesmente se enrolam, cheiram-se e dormem; os abacateiros seguem dando frutos, mesmo sem indagarem o motivo de seus caroços serem tão grandes.  O ser humano, por sua vez, questiona tudo: da existência de Deus ao por que certo biscoito vende mais do que os outros (aliás: será que vende mais, mesmo?).
Existem questões fáceis.  Deus existe?  O Tempo é uma ilusão?  Por que estamos aqui?  Como tudo começou?  Há, também, perguntas um pouco mais complexas.  Quem come bolo de chocolate com maionese é excêntrico, louco ou alienígena?  Quem me pergunta “como vai?” quer, realmente, que eu responda? (Em caso negativo, por que pergunta, então?)  Existem, porém, algumas questões que ultrapassam todos os níveis de complexidade.  Esta é uma delas: como os funcionários de supermercados sabem a diferença entre as bananas prata, maçã e nanica?  E entre a maçã Fuji e a Gala?  E entre os tomates Carmen e Débora?

Há décadas que compro bananas, maçãs e tomates, e nunca...nunca um atendente errou a banana, maçã ou o tomate que eu estava levando.  Eu até que percebo a diferença entre a banana Terra e a Ouro, entre a maçã “red” e a verde, entre a abóbora e o tomate, mas entre a nanica e a prata, entre o Carmen e o Débora, entre a Gala e a Fuji...é um mistério extremo para mim.
Isso me lembra de uma história envolvendo meu Pai.  Ele veio para o Brasil na década de 1950, deixando para trás sua pequena aldeia, localizada no interior da Espanha.  Já em São Paulo, no bairro da Bela Vista, onde foi morar, viu pela primeira vez uma pessoa da denominada “raça amarela”.  Em outras palavras: viu, pela primeira vez, um japonês (era japonês, mesmo, o qual, aliás, depois virou seu amigo). Ocorre que meu pai, em seu segundo dia de Brasil, saíu de casa bem cedo e cumprimentou o seu vizinho japonês; subiu no ônibus (ou bonde, não sei) e foi para o Centro.  Lá chegando, viu...o japonês!  Ficou intrigado: como seu vizinho conseguira chegar lá antes dele?  É claro que, posteriormente, meu pai entendeu que havia, na Capital, outros japoneses, além de seu vizinho.  Para ele, porém - e para muitos, inclusive hoje - eram todos a mesma pessoa...eram todos iguais.  Esse fenômeno, com certeza, deve acontecer em todos os países: imagino que, para os alemães, todos os negros são iguais, assim como, por exemplo, para os nigerianos, todos os alemães são idênticos.
Voltando à quitanda, eu realmente já entreguei a toalha.  Não entendo como alguém pode, em um segundo, numa simples olhadela, decretar que aquele tomate é Débora, não Carmen; que aquela banana é prata, não nanica.
O Mundo é um grande mistério...
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P.S.: Na edição nº 648 da revista semanal “Carta Capital”, que chegou às bancas do Litoral Norte no sábado, dia 28/05/2011, na página 61, saiu, com o título “Curto e nativo”, uma nota sobre o site Ji.pe, que encurta os endereços de Internet.  Peço desculpas pela vaidade assumida, mas vou reproduzir a citada nota: “O ji.pe é um serviço para encurtar endereços na internet, semelhante a outros mais famosos como o bit.ly ou o goo.gl.  O criador, Odair Bruzos, destaca que um dos chamativos da alternativa brasileira é que o ji.pe permite que o próprio usuário escolha o nome usado para reduzir o endereço da página.  A página de tecnologia de Carta Capital, por exemplo, ficou como ji.pe/net”  Sob a reprodução da página inicial do site, vem o endereço do Ji.pe: http://ji.pe/

 

Que tal um Jogo da Velha?